quarta-feira, 24 de outubro de 2007

E seguimos ao seu som;
















A Flauta Que Toca A Marcha Negra

As flores não me dão seu perfume
Regozijo com o ardume
Do sangue que se destila
Em algo entre ódio e amor
E a lamina que me corta
Não me trás felicidade, nem dor

Pela janela eu vejo o de sempre
Rastejando os fétidos
Cadáveres que insistem
Em continuar – Acéfalos!
Suas vidas tão miseráveis
Como a minha – Intermináveis!

Continuo a balbuciar as mesmas idéias
Das flâmulas negras
Das fobias do mundo
Da minha alegria insana
O sombrio corvo ao fundo
Marca toda a minha ânsia mundana

Que se exalta em toda minha face
Aprisiona sua mente
Com um corte marque
Na umbilical permanente
Ou no seu próprio coração
Para não mais vender seus sonhos em vão

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