quarta-feira, 16 de julho de 2008

Gimme! Gimme more! Gimme just...

Pain & Pain
Essas tuas dores corporais
Só me causam prazer
Mas o que realmente
Acorrenta são as dores mentais
Não ligo para danos na pele
– São superficiais
Mas saiba que jamais
Os d’alma somem quando tu feres
Dor por dor
Será que tu sabes o que sentes?
Corpo e mente
Podes tu perceber teu odor?
Bem ou mal
Nunca te deixes morrer em vão
Sim ou não
Erga-te ante teu ideal!

Tu te importas tanto com a face
Que cega-te à mente
Que tu a achas relevante
Até o dia em que ela te mate
Até que ela te leve para onde
Nenhuma dor se sente
O corpo se retorce
E só a mente será como fonte

segunda-feira, 14 de julho de 2008

Do and do it again!


Sorria, você vive... Sinta o Sol

Conte-me suas mentiras,
Quem sabe eu acredite.
Sussurre-me como morrer
Porque estou indo para lá,
Você deve me achar um suicida
Mas eu não ligo,
Saiba que não sou o único,
Só sei fingir melhor.

È fácil sorri para o Sol.
Eu sorri para você, para o Céu.
Encare a morte, beije-a,
Cuspa na sua cara e sorria,
Termine sua história
Para que eu possa dormir,
Só me acorde quando for
O dia da chegada.

Quero sentir sua dor,
Quero gozar o teu prazer.
Como prato principal, seu câncer.
Deixe-me beijar suas feridas,
Preciso me regenerar.
Não corte minhas pernas de novo.
Venha assim, como um amigo,
Velha lembrança a me estuprar.

Hei! Não vá agora,
Sente. Acenda mais um cigarro,
De mais um trago, mais um gole.
Leve meus diamantes,
Mas fique, ainda não destilei
Toda dor no meu interior.
Sim, já é tarde, já é noite,
Não há mais Sol em mim... devo ir!

Aqui estou...


Um Ourives Não-Parnasiano

Construindo tons e melodias,
Rasgando a forma das velhas sinfonias,
Sem seguir o modelo dos seus planos,
Somos ourives não-parnasianos.
Traços de clássicos ourives
Tentam mostrar o real a pobres míopes,
Damas da corte cegas como toupeiras
Caminhando sempre à beira
De um abismo – trevas! –
Onde o raio da luz se dispersa.
Consciência adormecida,
Capacidade humana ferida,
Expondo o ser mundano,
Os ourives não-parnasianos.
De um abismo – obscuro! –,
Sugando os tijolos do muro,
Ignorância disseminada,
Humanidade fragmentada,
Anti-hipócritas humanos,
Os ourives não-parnasianos.
Ah! Doce conformismo,
Tão entranhado na mente quanto o capitalismo.
O que me anseia,
Corre quente como sangue em minhas veias.
Os sonhadores altivos
Vendando-nos! Parecem nem estar mais vivos.
Para tirá-los dos tronos
Estamos aqui! Somos ourives não-parnasianos.