segunda-feira, 14 de julho de 2008

Do and do it again!


Sorria, você vive... Sinta o Sol

Conte-me suas mentiras,
Quem sabe eu acredite.
Sussurre-me como morrer
Porque estou indo para lá,
Você deve me achar um suicida
Mas eu não ligo,
Saiba que não sou o único,
Só sei fingir melhor.

È fácil sorri para o Sol.
Eu sorri para você, para o Céu.
Encare a morte, beije-a,
Cuspa na sua cara e sorria,
Termine sua história
Para que eu possa dormir,
Só me acorde quando for
O dia da chegada.

Quero sentir sua dor,
Quero gozar o teu prazer.
Como prato principal, seu câncer.
Deixe-me beijar suas feridas,
Preciso me regenerar.
Não corte minhas pernas de novo.
Venha assim, como um amigo,
Velha lembrança a me estuprar.

Hei! Não vá agora,
Sente. Acenda mais um cigarro,
De mais um trago, mais um gole.
Leve meus diamantes,
Mas fique, ainda não destilei
Toda dor no meu interior.
Sim, já é tarde, já é noite,
Não há mais Sol em mim... devo ir!

Um comentário:

Beli disse...

É belo.
É maravilhoso ler e degustar de palavras como essas. Ele escreve tão bem, esse menino. É um artista em meio a cidade de Blumenau, um louco perdido juntando-se a raros e poucos. Oh, tu "um estranho no ninho"!

Beli