segunda-feira, 14 de julho de 2008

Aqui estou...


Um Ourives Não-Parnasiano

Construindo tons e melodias,
Rasgando a forma das velhas sinfonias,
Sem seguir o modelo dos seus planos,
Somos ourives não-parnasianos.
Traços de clássicos ourives
Tentam mostrar o real a pobres míopes,
Damas da corte cegas como toupeiras
Caminhando sempre à beira
De um abismo – trevas! –
Onde o raio da luz se dispersa.
Consciência adormecida,
Capacidade humana ferida,
Expondo o ser mundano,
Os ourives não-parnasianos.
De um abismo – obscuro! –,
Sugando os tijolos do muro,
Ignorância disseminada,
Humanidade fragmentada,
Anti-hipócritas humanos,
Os ourives não-parnasianos.
Ah! Doce conformismo,
Tão entranhado na mente quanto o capitalismo.
O que me anseia,
Corre quente como sangue em minhas veias.
Os sonhadores altivos
Vendando-nos! Parecem nem estar mais vivos.
Para tirá-los dos tronos
Estamos aqui! Somos ourives não-parnasianos.

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