terça-feira, 27 de janeiro de 2009

Na companhia de...

Eu e somente eu

A solidão é meu único verdadeiro amor
E tanta paixão dilacera minha carne
Pouco a pouco o desabrochar da dor
A repentina traição da própria mente

Sorte no jogo azar no amor
E se o amor for um jogo?
Não sobram muitas diferenças
Entre o belo e o lodo
Só resta o eterno retorno
Um instantâneo consolo



Com o sentimento de poder como guia
E o que de tão belo parece artificial
E o que é, brinca de ser faz-de-conta
E a mais pura fantasia se confunde com o real

Minha maldição sem fim é amar sem jamais
Ser capaz de saber como fazer-lo
Um instante se move e se retorce
O continuo contorcionismo do desespero

A sensação mais obscena entra em cena
Todo o medo se esvai no vem e vai
De uma confusão sutil que se repete
Na convulsão da mente que se trai

Sorte no jogo azar no amor
E se o amor for um jogo?
Não sobram muitas chances
Pra se sair do posso de piche
Só resta o eterno fetiche
De um decrépito Liche

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