terça-feira, 30 de junho de 2009

Humanos de todas as cores e de todas as terras uni-vos e ouvi:

Máximas aos rebanhos, servos e ressentidos


Odiai-vos uns aos outros!
Pois só assim proliferarão
a crença de punições vinda das estrelas,
dos céus inumanos

Obedecei cordeiros infiéis!
Mesmo que isto custe vossas vidas,
pois sereis recompensados com promessas inauditas.

Vós sede,
pessoalmente,
responsáveis por toda a desgraça e maldição e toda culpa cairá sobre vós.

Renegai toda a loucura para que a razão se exalte,
para que se esmague vosso Eu que ainda respira.

Suplantai-vos uns aos outros!
Pois doravante,
o que importa é sua salvação,
vossa própria redenção!

Obedecei servos moribundos!
para que sejais arrebatados e,
num além-mundo qualquer,
possais viver eternamente

Beijai meus pés,
Eu,
o profeta da morte!
privando-vos de vossos corpos e de vossos prazeres,
abdicando da vossa íntima vida

Vós tende culpa sobre tudo que vos regozija,
ou que vos possa fazer preferir o mundo terreno do qual sois fruto

Orai por vossas almas!
Orai por vossos espíritos!
Pelos espíritos e almas feitos de fumaça cintilante,
proles da fantasia em reinos celestes desumanos

Sejais aversivos com tudo que vos pareça mundano,
passageiro tal qual sois vós,
pois isso vos fará adorar os fantasmas parasitas arrebanhadores de mentes,
juntamente com os messias opositores da vida e todas as moscas virulentas!


Um comentário:

André Procópio disse...

I
Depois de Kant, Hegel, Heidegger (principalmente) tudo ficou mais tranquilo. Achei ruim, que capítulos com mais de 10 páginas são complicados de se ler. Li ele tranquilo, daqui uns anos relerei com mais atenção, vale a pena!

II
Começou indignado, autoritário, no final era só sarcasmo puro mesmo! Seu revoltadinho!