terça-feira, 23 de junho de 2009

Und du wirst dich fragen:

Wo ist mein Verstand?

Os sons destoam e entoam
Entram e saem,
Eles contraem meu estômago
Até que se encerre o ânimo
Batem-me contra minha consciência até que desmaie
Fazendo dos sentidos uma nova efígie
Uma esfinge, que finge sorrir
Ante a dúvida, duvida sentir
Olho, penso, anuente
Pergunto: O que? Onde está minha mente?

O chão corre e eu corro atrás
Os matizes fazem-me em paz
O riso vai ouvido adentro,
Invade cada orifício,
Todo nome tem odor
Cada palavra um ardor
Meus pés me impulsionam contra o céu
Sinto como se cada célula fosse revel
Giro, viro e entre dentes
Eu digo: Onde... Onde está minha mente?

Falo do falo
Que adentra o valo
Que enleva a libido
Sussurra ao ouvido
Tudo está perdido, onde não o lioz
Quando se perde a noz
Quando se ata o nó, em dó
Tudo termina em pó, só
Respira, inspira, mente
Na mentira, inquiro: Onde está minha mente?

A juventude sônica produz
A usina de energia conduz
Confusão é sexo, ou não há cachorros
Fuja para o morro, agora eu morro
E caio, de joelhos, a consciência
Dá indecência à demência
Confusão é sublime
Suprime, sem regime
O que no que pode ser o ente
Ainda vago... Onde esta minha mente?

Agora o dia passa e eu me pergunto do que valeu, pergunto por que tudo está tão igual, nada marginal, nada original, tudo de mesmo gosto sem-rosto, esgoto de desejo e ensejo de suicídio da alma, em troca de uma falsa sensação de existir, de um esquecimento no ser-aí da morte de cada dia – Ah! A morte de cada dia nos dai hoje... – do destino de cada instante consciente,
que me faz ser e perguntar: Onde está minha mente?

2 comentários:

André Procópio disse...

Só tenho uma coisa a falar

"Und du Wirst Dich Fragen"
"Whre is my mind"
"onde está minha mente"



Cuidado Luiz, a mente mente.

Augs disse...

obs. Wo ist mein Verstand = Where is my mind... Ok