quinta-feira, 19 de novembro de 2009

No desespero do vigor que me resta

Uma carta de des-apego

Sinto muito,
não prometo suprir suas expectativas,
nem o espero, nem o quero, sem esmero, nem desespero
Do zero ao um, do um ao zero – céu e inferno
Não quero uma carta de alforria, nem uma caixa em que me en-caixe
nem quero ser peça que sirva no encaixe

Anseio no seio d’alma ser leve-livre-louco,
no estar uma fantasia
Não pré-tendo lhe agradar, nem lhe agarrar, nem amar, nem... Nada
Não prometo ser eterno,
com-prometo-me comigo mesmo a ser etéreo,
não sendo estéreo, nem sério, nem... Nada

Qual a graça na des-graça do mundo das pro-messas
que atira jardas e dardos ao vazio da incerteza,
que mata o impulso primaveril reluzente n’alma,
que abate as possibilidades do vir-a-ser com uma armação de rigidez assassina,
faz do transcedetal-imortal sua sina
faz da identidade tal
que o espírito fugaz, sub-existe, como i-moral






Ao final,
Nominal.












[7]

3 comentários:

Augusto Barros disse...

gostei bastante!!!

B. M. D disse...

mudei o endereço do meu blog, anota ai ;))

http://www.bedebrunaa.blogspot.com/

beijos

Beli disse...

porque a surpresa, baby...porque sem os planos baby...porque sem a certeza baby...babies don't cry. Belo escrito!