domingo, 9 de maio de 2010

O amargo efeito d’uma...

Abnegação

& os olhos aproximaram-se
& os braços se laçaram
& as auras dos lábios tocaram-se
& o vento soprou, os sinos dobraram,
Mas não se beijaram

Entre os milímetros que separou o aprazer do toque – a moral!
& o receio.
& a amizade?
& sobriedade?

Mesmo em suas sonoridades não há palavras à angustia no peito.
A dor não mais se fez,
Apenas inconformidade ao não-feito,
A revolta contra si.
Pois, outra vez mais, a moral bateu-lhe a porta,
Atendeu-a, mesmo crendo-a morta,
& deixou-a entrar,
& logo ela tomou-lhe as rédeas.

Depois, em metamorfose, restou-lhe arrependimento
& ansiedade
& amargor
& revolta,
Uma leve revolta com tons pastel,
Que riscou seu céu,
Que marcou sua memória outra vez,
Que lhe devolveu à lucidez
& borrou-lhe o ventre
& fisgou-lhe a paixão
&, então,
Deixou-lhe, estaticamente, pesado,
Sentindo-se imerso em confusão,
& erosão
& decepção
& insatisfação – pura insatisfação!














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2 comentários:

Sidney Michael disse...

muito bom.

Lena disse...

O.o
é isso... sem palavras...