terça-feira, 2 de novembro de 2010

E quando nada mais restar:

Cante uma canção
 (em notas curvas)

Agora, tanto faz se chove ou se é azul,
Se está em chamas ou se vale algum pul

Do que importa escolher entre o escolhido?
Veja, todo perfume de flor já foi colhido

O que importa dançar ou tomar um chá quente
Se os olhos ardem e o coração geme dormente?

As palavras estão esquecidas entre tintas
E todo veludo parece apenas pó e cinzas

Então deite em deleite,
Banhe-se em leite materno ou em uma droga qualquer,
Ou outra salvação,
Alguma promessa que faça as feridas doerem um pouco mais e o sangue pulsar um pouco menos

Feche os olhos confie um pouco mais naquilo que lhe trairá, estuprará e matará...

 Pois, isto, é a única coisa que você tem agora.


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