domingo, 30 de janeiro de 2011

Na modernidade ecoante:

Narciso aprendeu a nadar,
mas continua só

Narciso aprendeu a nadar, mas continua só

Seus ossos crescem, seus ossos doem
Sua bela flor, a dor que vaza
O vazo que guarda a tal bela flor
Seus olhos vêem, seus olhos choram

E a moem a mesma dor que lhe fura outra vez

Seu corpo fala sem mais poder mentir

Seus braços crescem, seus braços que laboram
Espelho sem reflexo, perfume sem cor
Cor que lhe pinta a face e corta como faca
Seus órgãos suspiram, seu órgãos que transpiram

Seu peito sangra sem mais poder fingir

Narciso aprendeu a nadar, mas continua só
Narciso aprendeu a nadar
Narciso apreendeu o nada
Narciso não aprendeu?

Narciso aprendeu a nadar, mas continua só
Seu corpo fala sem mais poder mentir
Seu peito sangra sem mais poder fingir



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