quarta-feira, 7 de setembro de 2011

linhas de (des)montagem

In-Feliz-Cidade

Da fonte que verte a utopia
ao monte de lixo e entulho que se esvazia
num canto qualquer do seu corpo
vê-se no fundo, por entre,
no chão, no ventre
do-ente o orto
que monta a cidade

2 comentários:

André Procópio disse...

por alguma razão a cidade é algo fascinante. Complicado, confuso, mas fascinante. O mais bacana ao se debater ou estudar a cidade é que ninguém consegue dizer que ela é boa, mas ninguém consegue dizer que ela é má. apesar de que vamos encontrar em Die Verwirrungen des Zöglings Törleß de robert Musil a justificativa do internato ser tão afastado para evitar o caráter corruptor da cidade, assim como se não me engano (mas este eu não li) emílio (a obra) vai defender isto, por isso vamos observar após a revolução francesa uma educação voltada para o campo (localizada no campo, para ser mais preciso) e longe dos pais, para avitar que se corrompam os jovens.
Abraços!

Augs disse...

Mas ao mesmo tempo a racionalidade moderna, as estratégias de governo, a economia, a disciplina, a política, o Estado e uma série de produções do século XVIII (inclusive no Iluminismo) surgirão por causa da cidade, agiram na cidade, em função da cidade ou em torno da cidade.

Ela é, na minha opinião, como boa parte das coisas, uma poliedro, muitas faces compõem a mesma coisa o que permite muitos (ab)usos e efeitos... De fato, ela é muito interessante