quinta-feira, 26 de julho de 2012

Do anfiteatro, uma gárgula:

C19H28O2 = ,
Ou
Dos cultos religantes e desligantes

Testosterona sobeja
No culto de igreja
E nas religiões do original
Abunda o abissal
Donde transborda o viril,
Como tênue fio,
Que o atravessa, vital



terça-feira, 17 de julho de 2012

Um quase-soneto IX:


Sr. Soi & o Viril

Aquilo sem aquele,
Aquiles e sua glória:
Com um risco, comum riço,
Como um riso de vitória

Apropriedade animal,
Fascinante feito força sagital
Que rompe o corpo - Normal

Que é desejo e não apenas um querer
Que não cabe a um corpo qualquer,
Que não sabe bem a qualquer um,
Mas que apraz os espíritos que vivem - Infectum

Força que dança como essa - utopia,
Franqueia quem quer com alegria
Desejo de perpétuo - Revolucionar,
O grande amor: l'amour nomade



sábado, 7 de julho de 2012

Peso das promessas

Traurigen morgen

O que faço eu
Frente uma bifurcação
Que, seja o lado que for,
Vai ferir-me o coração?

O que faço eu
Quando o desejo de galgar
É a iminência dum conflito
Difícil de pesar?

Que faço eu
Nesse coliseu
De sentimentos a se digladiar?

Que faço de mim
Nesse triste enfim,
Que a ora há de chegar?

Sinto o peso das promessas.
Mais dia menos dia, essas
Haviam de me matar...

Escolha difícil à beça:
Revolucionar o coração!?
Amar como nômade,
Ou... não!?


Um quase-soneto VIII:


Sr. Soi & a meia-altura

À meia altura
Não há amargura
Que não acompanhe candura,
Não há água mole e pura
Que não bate em suja pedra dura,
Não há noite sem alvura,
Não há nós sem costura,
Não há coragem sem paúra,
Nem força que da morte assegura.
Pois vida que é vida,
À meia altura,
É a de quem duvida
Da verdade bipartida...


Anti-receita II


Perpétua vivisseção:
Um olhar desconfiado,
Um outro meio desarmado,
Um pé cabeça e outro pé no chão.


Anti-receita I


Auto-superação:
Um pingo de arrogância
Alguns centímetros de ânsia
& muito, mas muito desejo de revolução.



domingo, 1 de julho de 2012

Um quase-soneto VII:

Sr. Soi, o dever & o poder

O dever,
Um ser ancestral.
O poder,
Um animal.

Os deveres
Soam morais.
Os poderes
Algo mais.

"Tudo podes, nada deves - jamais!"
Picham nos muros da história,
Nos limites da glória,
Os corações livres
& os espíritos leves