sexta-feira, 25 de novembro de 2016

Alea jacta est XVIII


Sinfonia de vida

Olhando as existências inertes,
   sempre pequenas,
   sinto que consomem minhas riquezas.

Escrevo, então, páginas sepultadas e submergidas
   tirando-lhes um fazer que eleva.

Preciso.

Escrevo vagamente meu avesso
   e, medo desfeito, iriso-me.

Na febre da cor,
   usando galos nas mãos,
   finjo orquestra para dançar de olhos negros.


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